A tempestade da fuga.
Agora com a luz da tocha mágica, todos conseguem enxergar o que tem ao redor. A sala é oval, suas paredes são de um tom marrom claro.
O portal se localiza no centro da sala, em um patamar dois palmos mais alto que o chão.
Uma porta de pedra, parece estar incrustada na parede, não há tranca nesta porta, nem se quer uma maçaneta. Perto da porta repousa a ossada de duas pessoas, uma portando manto negro, e a outra, uma armadura de placas, escudo grande e uma espada longa.
Ao examinar o corpo do suposto homem de armadura, Dimble percebe que se tratava de um cavaleiro do dragão púrpura, de séculos atrás, seu escudo em perfeitas condições é bem trabalhado, com detalhes roxos, e um dragão bem talhado.
O outro parecia ser um mago, com vestias negras, ossos mais finos e leves, e de estatura inferior ao do cavaleiro púrpura. Faelar se aproxima e percebe que se tratava de um Drow, seu livro de magias estava ali, porem, o elfo não arriscou em abri-lo, pois sabe que um grimório de magia não é como um livro comum, ainda mais se tratando de um grimório de magias de um drow.
Faelar usa um feitiço (Detect Magicec), ao examinar os dois corpos, repara que a armadura, espada e escudo do cavaleiro púrpura são mágicos. Ainda concentrado em seu feitiço, o elfo averigua mais detalhes da sala, a porta que parecia incrustada na parede, revela algumas runas magias, ao redor. Um longo estudo mostra que são runas de ativação, podendo assim liberar o mecanismo que abre a porta.
Com alguns minutos de estudo, o Encantador consegue descobrir o segredo das runas, parecem muito antigas e bem poderosas. Com muita cautela as runas são ativadas e o mecanismo da porta é destravado. Um forte estrondo ecoa pela sala, e a porta range. Um fino raio de luz azul vai acompanhado o contorno da porta, parecendo cortar a mesma da parece, sem esforço algum. Então, a porta já não parece ser mais incrustada, seu contorno pode ser visto, junto com algumas frestas. A porta se abre, e sua espessura nada mais é do que a largura de dois Borin lado a lado. Nem mesmo um gigante da Tempestade conseguiria abrir esta porta na marra. Todos percebem então se tratar de um local muito bem protegido, e a única coisa que vem a mente, é que esta porta selava a entrada para o portal da sala oval.
Mais algumas palavras de Fleutar vem na cabeça dos aventureiros. _”Esses portais já foram muito úteis, porem agora nos ameaçam, os Drows estão sempre atrás deles…”
As runas para selar a sala, o corpo do Drow e do Cavaleiro do Dragão Purpura, apenas confirmam as sábias palavras de Fleutar sobre os portais. Logo uma imagem do cavaleiro lutando com o drow vem a mente de todos. E a quantos séculos os corpos estão ali, sem ninguém entrar…
Pensamentos esses que motivam e alertam os desbravadores.
Com a porta aberta, saem da sala para ver o que tem a frente.
Se deparam com um local muito estranho. Uma sala cilíndrica, porem verticalmente (como se fosse um tubo em pé), olhando para o fundo desta sala, pode-se estipular 45 metros de profundidade. Os degraus vão contornando a sala em um espiral, que são sustentados pela parede. Os degraus não vão até o fundo da sala. Olhando para cima, estipulam uns 50 metros até o topo, onde a parede da suposta caverna se fecha, porem não por completo. A luz da sala é proveniente de um ponto luminoso no teto, onde a parede se fecha deixando apenas uma pequena abertura, por onde entra o feixe da luz do dia (é o que se supõem).
_Tomem cuidado aqui. Disse Faelar, temendo a suposta magia presente neste local.
_Faelar e Borin vão por ultimo, tentando fazer o possível para levar o cavalo e o poneio, escada a baixo. Tarefa muito complicada.
Descendo os degraus até onde é possível, percebem que não há mais como descer, os degraus acabam ali, e mais 40 metros separam os aventureiros do chão da sala cilíndrica. Dimble que está na frente começa a reparar no ultimo degrau, e vê que na parede ao seu lado, tem símbolos desenhados, ocultos pela poeira.
_Ei, Faelar venha aqui, acho que encontrei algo interessante. Animado e se gabando de ter encontrado algo que possa ser útil para tiralos dali.
O elfo deixa seu cavalo para trás e vai até o gnomo. Examinando os símbolos na parede e retirando a poeira que os encobriam, o elfo percebe que são mais runas, semelhantes as da porta anterior, runas que liberam mecanismos, porem essa tinha algo a mais.
Quando as runas são ativadas, algo acontece. O mesmo brilho azul começa a escrever coisas na rocha maciça da parede, escritas Draconicas. Então Faelar as pronuncia alto, e percebe que se trata de uma charada, e que para continuar o caminho a resposta certa deve ser encontrada, conseqüências de seus erros não serão perdoados.
O elfo explica a todos do que se trata. Le a pergunta e traduz a todos, para que juntos cheguem a resposta. A resposta é dada com muito medo, porem certa estava.
Um estrondo e tremor pode ser sentido por todos, os degraus onde estavam tremeram e balançaram, os cavalos se agitaram, e Code teve de acalmá-los, seu lobo estava quieto e sereno.
Logo, os degraus que faltavam foram acionados um a um, e começarão a brotar da lateral da parede, porem pararam no meio da sala, e mais uns 20 metros o separavam do final. Descendo novamente até o ultimo degrau, vislumbram no canto da parede mais runas, novamente charadas para que continuem o caminho. Desta vez a resposta não foi certa…
Todos olham para cima e conseguem ver o feixe de luz se tornou um ponto negro, que logo foi mudando seu padrão de cor, até parar em um azul claro. Uma cadeia de raios começam a cair encima de todos, por todos os cantos da sala cilíndrica. Ninguém consegue fazer nada, a não ser abaixar e se segurar no degrau para não caírem.
A cadeia de raios cessa. O poneio de Borin não aguenta e despenca, um forte barulho seco pode ser ouvido , fazendo todos fecharem os olhos, tentando afastar a dor sentida pelo pônei em sua queda livre.
Todos estão ardendo, devido terem sido atingidos pelos raios. Faerlar então começa a tombar para frente, já que estava no ultimo degrau, sua queda não seria diferente da do pônei. Porem, Arthuro consegue esticar o braço e segurar o elfo pelo manto.
Code e Dimble ajuda a todos com suas magias de cura. Faelar se ergue e tenta mais uma vez, decifrar as charadas.
Conseguem então acertar esta, e mais uma próxima. A ultima charada certa, abre os degraus até o fim da sala, e todos podem descer. No fim, está o poneio, com suas patas quebradas. Borin olha e lamenta pelo seu companheiro de estrada.
Uma porta pode ser vista, runas mais uma vez ao redor. Faelar as ativa e a porta abre com facilidade, dando para um corredor em forma de losango, uma coisa muito esquisita. O corredor é do mesmo material marrom claro da sala oval. Os companheiros seguem o corredor escuro até onde ele termina, em uma queda de 15 metros, porem com uma certa facilidade para descer.
Logo abaixo, está uma caverna , muito diferente de tudo que viram até agora, nada trabalhado ou esculpido. Olhando para a parede oposta onde terminar o corredor em forma de losango, conseguem ver no alto, que existe a continuação do mesmo, porem parece que um desmoronamento bloqueou sua passagem, e apenas voando poderiam chegar La. O local parece ter sofrido algum tipo de desmoronamento ou terremoto, partindo no meio o corredor e fazendo-o girar, ficando neste formato de losango, quando deveria ser um retângulo.
A gruta onde estão esta bem úmida, alguns fungos estão nos cantos da gruta. A frente conseguem ver um caminho, que deve ser sido escavado pela água, algum rio passara a muito tempo atrás por esta caverna.
Descendo a gruta, todos conseguem ver que o numero de fungos aumentam, e que o chão fica cada vez mais saliente e escorregadio. Code e Faelar, percebem que os fungos mais a frente são fungos venenosos, e que um simples esbarrão os fará soltar seus esporos, e estes são venenosos. Ao explicar isto para o resto dos companheiros, todos ficam aflitos e desconfiados. Borin e Arthuro encontrão grandes dificuldades na decida da gruta, pois estão de armadura pesada.
Quase conseguindo passar pelos fungos venenosos, o cavalo de Faelar escorrega e começa a deslizar, levando todos consigo. Os fungos venenosos são atropelados, e esporos são dispersos e inalados. Todos sentem uma falta de ar, não conseguem se segurarem em nada para parar a decida frenética. Seus equipamentos vão se soltando e ficando pelo caminho afora.
Todos caídos e amontoados, onde terminaria o declive da gruta. Tentam levantar, porem nem todos conseguem, alguns foram intoxicados pelos esporos dos fungos venenosos. Code consegue ajudar alguns com sua magia de restauração, porem a maioria fica ainda fraca e cansada. Por incrível que pareça o cavalo de Faelar continua firme e forte.
Com um pouco de tempo, todos param e olham ao redor, podem ver que estão em um salão muito grande, a escuridão é a coisa mais marcante, apenas a tocha mágica do Encantador queima seu fogo eterno. Todos se encontram em um salão gigantesco, o chão parece mais regular, porem ainda se vêem em uma gruta, nenhum sinal de civilização, apenas uma caverna formada pela força da água, por milhares de anos. Nem mesmo o anão consegue ver o teto e muito menos o outro lado do salão da caverna, o que conseguem ver são apenas estalactites que se encontram com estalagmites, formando colunas, que vão do chão até onde os olhos do anão se perdem ao olhar para cima. Formando vigas de sustentação naturais da caverna, apenas confirmando que este local é muito antigo.
Andando sem norte, por entre as gigantescas colunas de calcário da caverna, os aventureiros chegam a um local onde se deparam com alguns vestígios de vida, morcegos, aranhas, grilos, entre outras criaturas diminutas estranhas que nunca haviam visto, algumas sem cor e sem olhos. No chão está pequenos fragmentos de ossos. Todos se entreolham, não sabem se ficam aliviados ou apreensivos.
Examinando o local, conseguem sentir um cheiro familiar, de decomposição. Parece haver alguma coisa morta ali perto. Tomados pelo temor e precaução, começam a formar um circulo para cobrir uma área maior e não serem pegos desprevenidos, pois qualquer criatura que ali viva, deve usar a escuridão a seu favor. Logo sentem que estão sendo vigiados, em seguida escutam barulhos, de passos se aproximando. E por vim, avistam grandes criaturas robustas caminhando e circundando-os.
As criaturas chegam até a área de claridade da tocha, e são revelados pelo anão Borin.
_São ogros… Aaahhhh,. tomem cuidado, são ogros enfurecidos. Grita o anão, batendo seu machado contra o escudo mágico do cavaleiro púrpura da sala do portal, emitindo um barulho bem peculiar de combate, ecoando por toda a caverna.
O combate é iminente. Os ogros enfurecidos avançam com tamanha fúria para cima do anão, que busca firmar seus pés no chão esperando o encontram com o ogro.
Faelar com seus feitiços, lança uma sério de teias que grudam nas colunas de calcário e aprisionam os dois ogros. Arthuro se põem em um ponto estratégico para combater, pois os ogro avançam pela densa teia de forma mais lenta. Dimble atira algumas setas com sua besta mágica, do Rato-Elfo, porem as setas ficam grudadas na magia de teias de Faelar.
O Encantador começa a disparar pequenas bolas de fogo contra o ogro mais emaranhando, o fogo ao tocar a teia entra em combustão, aumentando suas labaredas e lambendo o ogro, que grita de forma voraz, e o som de seus berros viajam rapidamente por entre os salões para o fundo da gruta.
O segundo ogro começa a se safar das teias, e quando se vê livre, parte para cima de Arthuro. Code que estava apenas aguardando o movimento do ogro enfurecido, utiliza seu cajado de Hold Person (aquele encontrado no templo de Bhall), a criatura fica estática.
Com a combinação de fogo e as teias que prendem o ogro e ao mesmo tempo se inflamam quando atingidas por pequenas bolas de fogo, o ogro enfurecido vai ficando cada vez mais ofegante., porem consegue alcançar Borin, o anão que aguarda com muita ansiedade pelo combate. O ogro então, segurando com as duas mãos sua clava com um grande prego na ponta, atinge Borin duas vezes, o anão nem tem tempo de reagir, e logo sede a força do ataque e desaba.
Arhuro, já bem posicionado contra o ogro paralisado, avança e com um belo golpe separa a cabeça do corpo do ogro, um golpe seco e preciso. Olha ao redor e já parte para auxiliar o anão, que a alguns segundos descansa sua mente estirado no chão.
Code, invoca de outro plano uma urso negro para segurar o ogro enfurecido que acaba de cambalear o anão de Impiltur. Faelar calcula bem e dispara mas uma rajada de fogo. Dimble, com sua bela besta mágica, desfere um ataque critico, que acerta bem no pescoço do ogro enfurecido, cortando sua respiração e o levando a lona.
Sem tempo para demais investigações, Code parte para auxiliar Borin com seus ferimentos. O anão desperta e é conduzido para longe do local. Muito barulho e estardalhaço fora produzidos naquele combate, qualquer coisa que viva nestas cavernas está avisada que tem visitas. E pelo visto, os habitantes não são dos mais amigáveis.
Corrente por alguns bons minutos por entre as colunas da caverna, avistam um estandarte, vermelho e com símbolos de cor negra. Percebem que se trata de criaturas “inteligentes”. Os companheiros não tem outra opção a não ser ultrapassar o estandarte e seguir enfrente. Logo avistam uma entrada na parede, parece um corredor, e dele um pouco de luz, bem fraca e sibilante, aparentando ser de uma fraca fogueira, um cheiro de carne pode ser notado, algo esta sendo preparado. Um cheiro de fumaça é notado, porem bem fraco. Uma leve brisa atinge a face dos companheiros., logo percebem que o corredor parece ser uma “boa” saída.
Ao entrarem correndo no corredor, eles conseguem avistar figuras se movendo nas sombras, parecem assustadas, e ao mesmo tempo surpresas. Mesmo assim eles não param de correr. Trombando e passando por algumas criaturas que emitiam barulhos bem estranhos, eles conseguem avistar a fogueira que emanava a fraga luz sibilante, alguma refeição está sendo preparado nela.
Passam pela fogueira. Code olha para o lado, e a luz da fogueira o ajuda a reconhecer quais criaturas são essas. Se tratam de Gnolls, as mesmas criaturas que enfrentaram ao conduzirem Juan, dos Vales das Sombras até o Vale do Arco, juntos de Stump, Khondar e Lhotar. Criatura meios homes, meios hienas.
Correm por mais uns 40 metros e avistam um forte luz que ultrapassa o tecido de uma espécie de cortina muito mal feita e gasta. Olhando para trás, conseguem ver os Gnolls disparando flechas. Percebendo que não conseguiriam avançar até a luz que ultrapassava a cortina, Faelar cria uma forte corrente de vento que impede que as flechas passem pelo corredor (Wind Wall).
Quanto mais eles se aproximam da cortina, mais cegos ficam, os olhos começam a arder, pois estavam a muito dentro da escuridão total da caverna, a luz do dia parece ferir como uma agulha fura a carne. Ninguém imagina onde vão sair, quando ultrapassar a cortina e alcançar a saída da caverna, porem com tantos Gnolls perseguindo-os, o único modo é confiar e correr.
Todos ultrapassam a meta da cortina e saem em um local cheio de areia, o sol esta absurdamente quente, e a luz massacra os olhos de todos. Levam alguns minutos para se acostumarem com a claridade, e atrás escutam barulhos de passos se aproximando, parecem ter vencido a barreira de vento.
Se afastam o Maximo possível da entrada da caverna, e quando seus olhos estão mais acostumados, percebem que estão em um patamar de uma montanha bem alta, em algum deserto, pois só conseguem ver areia, mesmo olhando de um local tão alto. Com o tempo os Gnolls conseguem sair da caverna, e com seus arcos disparam mais flechas. Dimble percebe que algo está errado, o vento esta absurdamente forte. Olhando para o lado, o gnomo percebe que uma tempestade de areia se aproxima, e que em dois ou três minutos vai atingir a montanha em que estão. O bardo avisa a todos. _Corram, uma tempestade de areia se aproxima. Grita Dimble, tentando fazer com que sua voz vença a forte ventania. Seguindo as orientação do musico, todos correm em para a beirada da montanha, procurando uma trilha para descer, e o fazem rapidamente. A decida é drástica, no desespero, vários começam a rolar montanha abaixo, se ferindo, O cavalo de Faelar cai, e rola montanha abaixo, perdendo da vista de todos. Code consegue encontrar uma fissura na montanha, rapidamente todos entram e ficam ali, esperando a tempestade passar. Todos estão ali, amontoados, o vento cria sons assustadores ao passar pelos cumes e reentrâncias da montanha, a areia força todos a cobrirem o rosto.
Alguns minutos depois, a tempestade de areia passa. Aos poucos, um por um vai descobrindo o rosto e abrindo os olhos. A areia está por toda pare de seus corpos, o local onde se encontram está cheia de areia. Todos se entreolham e percebem que todos estão ali e a salvo.
Param para avaliar os danos da fuga da caverna e tempestade, começam a conferir suas coisas. Todos vão percebendo que tudo está ali. Então se dão falta de uma coisa…
Publicado por Palha em 24 24UTC agosto 24UTC 2011 às 1:39 AM r r
Vai ficar a saudade do Borin, um personagem que deu um prazer em jogar, especialmente pelas frentes de batalha onde costumo não frequentar muito ultimamente…. que o som de escudo.. “BBBEEEEMMM BBBEEEMMMM” continue ecoando no reino de Moradin.
Publicado por tuliovnc em 24 24UTC agosto 24UTC 2011 às 2:47 AM r r
hahahahaha…. Bemmm…. Bemm….. isso ae boy! xD
Publicado por Rufus em 26 26UTC agosto 26UTC 2011 às 8:06 PM r r
agora vai ficar tenso… um guerreiro só na aventura do túlio, acho que nunca aconteceu… coitado do arturo… ainda mais agora sem seu anel… “Um anel para todos governar…”
Publicado por tuliovnc em 31 31UTC agosto 31UTC 2011 às 3:05 AM r r
Hahaha… ele estava sendo corrompido pelo anel…. Véi, vocês tem diversidade de classe isso ajuda muito, Até o Dimble ajudou na fuga dos orcs… se ele não tivese usado a magia lá.. certamente vocês sofreriam um bocado na preisão ddos orcs.
xD.. enjoy..
_”Só falta matar um guerreiro xD”